segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Next year...

...things are gonna change. (Jamie Cullum)

Mais um ano está acabando e com a vinda do próximo surgem novos planos, propostas de um ano melhor e arrependimentos. As pessoas criam uma expectativa de que tudo será melhor e fazem um check-up geral de tudo que fizeram no ano que se passou. O que irão repetir. O que não farão mais. Dezembro se torna um mês de reflexão e de organização dos próximos desejos. 
Há toda aquela crença das cores na virada do ano. Verde traz esperança, branco paz e amarelo dinheiro. Dá até pra perceber que dificuldades a pessoa passou no ano. Tem gente que parece um arco-íris. Quer um pouco de tudo, mesmo sabendo que essa história de roupa é só balela. São as suas atitudes e seu empenho que designam algo bom ou ruim no ano em que está por vir.
Todos fazem suas resoluções. Querem emagrecer, casar, ter filhos, dominar o mundo. Tudo isso num ano só. Aí quando chega dezembro do bendito ano, dizem que não cumpriram os objetivos. E isso vira um ciclo. Sempre se acham perdedores. 
Eu só peço uma coisa: Quero estar viva. O resto vou realizando com o tempo. Vou colocando em prática meus sonhos e vontades e vamos ver no que dá. Não fico lamentando nem projetando o meu ano. Muito pelo contrário. Agradeço, pois apesar dos pesares, os meus anos foram sempre repletos de muita felicidade. E é isso que importa.


sábado, 11 de dezembro de 2010

Essência

Dá pra ver de longe quando a pessoa possui essência, e faz dela, seu carro alegórico. Atualmente as pessoas perdem a essência na mesma agilidade em que se arrumam para o trabalho. Porque perdem? Falta de uso. Colocaram a essência na prateleira mais alta. Junto dos livros empoeirados que não dá tempo de ler. Junto das lembranças boas que, devido a falta de tempo, esquecemos de recordar. Perdem a essência assim, de graça. Sem nem fazer força. Ela escapa pelos vãos dos dedos e quando vê, já não existe mais.
Quem tem essência é iluminado. Tem o sorriso largo e cativante. Não se preocupam com bobagens e só procuram se preocupar realmente com aquilo que os faça feliz. Dão amor em troca de nada. Se arriscam. Vivem. E correm atrás dos sonhos com uma garra que eu vou te contar viu. É de dar inveja. Inveja branca. Boa.  Porque essas pessoas não se atingem com maus fluidos e nem pensamentos ruins. São boas por natureza. 
É essa falta de essência que torna as relações cada vez mais superficiais hoje em dia. Você diz bom dia por educação, por obrigação e não realmente porque quer que a pessoa tenha um bom dia. É mecânico. Você se ocupa tanto em sobreviver que esquece de olhar as pequenas coisas, se esquece de dar valor à elas.  A rotina é passada em preto e branco, tornando tudo mais triste e banal. Os sentimentos bons são guardados no bolso e a falta de paciência é emanada durante 24 horas por dia.
Quem possui essência de sobra, podia nesse Natal, distribuir pelas ruas. Essência saindo do cano dos automóveis, dos sinais de trânsito, das palavras boas, do abraço, do aperto de mão, do beijo, do café. De tudo! Pois quem sabe assim, os seres humanos possam colocá-la de volta em uso antes que ela perca a validade. 


Incômodo.

Roçava as unhas pelos cabelos negros. Levava o copo à boca compulsivamente. Sorria amarelo. Olhava pros lados procurando não sei o que, não sei aonde. Faltava alguma coisa ali. O que era? Ela não sabia exatamente. Cantava a música que aprendeu por osmose e que no momento estava tocando no ambiente. Pensava sozinha o quanto existiam pessoas rasas, fúteis e supérfluas. Ouvia falarem sobre novela e fingia entretida (mesmo não assistindo porcaria nenhuma). Na maioria das vezes ela oscilava entre o mundo real e um mundo que só existia na cabeça dela. Fazia bem a ela.
Olhava em volta e se lembrava do texto que leu há um tempo atrás da Tati Bernardi: "esse povo deve ter gases e síndrome do pânico de tanto que chupa o abdômen e força a ossatura facial para parecer feliz. Em algum momento eles devem peidar e chorar e querer muito morrer." Ria consigo mesma. Achava aquela pose toda muito engraçada. Casais e seus filhos. Solteirões à procura de ninfetas. Loiras peitudas que imitam garotas de seriados americanos substituindo o cérebro por batons MAC. Tinha de todos os tipos. Parecia feira. Na verdade, todos ali, quando chegavam em casa se encolhiam nos próprios joelhos e se martirizavam por não serem realmente quem são. Ou não. Foda-se. Não importava para ela. Voltava a atenção para o assunto. Caramba, como ela gostava desse pessoal. Ela não entendia muito bem porque se sentia tão bem entre eles. Eles completavam ela de uma forma sem igual. Mas ainda faltava alguma coisa ali. Alguma coisa que a incomodava. Outro gole da bebida. Tá quente. Olha pro céu a procura de alguma estrela. Nada, só preto - detesto preto - pensava ela. Sempre gostou de cores. Gente colorida. É, eles eram coloridos. Da forma deles, mas eram. E ela gostava disso.
Sua cabeça ficava a mil por hora. Ao mesmo tempo em que descobria o nome do ator principal da novela, ela pensava na sua mãe e no que ela estaria fazendo a essa hora. Jantar. Hora de ir pra casa. Despedidas. Sono. É, ainda faltava algo. Enquanto caminhava, ela tentava não pisar nas linhas do chão. Mania boba adquirida na infância. Mas fazia bem a ela. 
Enfim em casa. Ela se jogava nos livros, nos filmes, nas músicas. Mas não encontrava aquilo que lhe faltava. No fundo. Bem no fundo. Ela sabia que a resposta não estava nos livros, nem nos filmes e muito menos na música. Tava dentro dela. E por isso, ia sempre incomodar, porque ela ia carregar para todos os lugares em que fosse. Falta. Bobagem. Com o tempo essa falta é ocupada por algo mais importante. Ela sabia que não era assim. Mas pensar assim a fazia se sentir superior. Babaquice, eu sei. Ela queria enganar quem? Enganar a si mesma? Fazia falta e ponto. Ela só sabia que aquilo a incomodava. Mas pelo menos ela sentia. E sentir, pra ela, já era uma forma de substituir a tal da saudade. E ela ia vivendo. 


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

N



"(...)Espero que o tempo voe 
e que você retorne 
pra que eu possa te abraçar 
e te beijar de novo(..)"

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

n + x + z = ♥

Quando o coração começa a bater mais forte por alguém. Quando estar com aquela pessoa começa a te fazer um bem danado. Quando você começa a se desdobrar em mil só pra poder ficar perto da pessoa e o seu pensamento, durante vinte e três horas e meia por dia (tô exagerando, é claro.), só pensa em outro alguém. É, você tá apaixonado.
Nenhum médico consegue detectar os sintomas. Nem mãe e muito menos pai. Só a gente sabe quando começa e, quando sente que começou, faz de tudo para poder parar. Medo? Insegurança? Vulnerabilidade? Tudo isso misturado com alguma coisa que te faz sentir muito bem e que te ajuda a não desistir de algo tão forte. 
Assumir. Ah, assumir que está apaixonado. Ô coisinha difícil. É aí que o pessoal acaba se enrolando. Se para você mesmo já é difícil assumir, imagina para os outros. Você se sente meio tolo por agir assim e acaba querendo que isso passe logo. Aí foge e acaba desperdiçando algo que um dia poderia dar certo. Outros metem as caras mesmo. Se jogam de cabeça e, independente da queda, eles pelo menos sabem que tentaram. 
Algumas paixões dão certo. As tentativas são correspondidas, a insegurança, a vulnerabilidade e o medo somem. E você começa a partilhar aquilo que você sente com alguém que partilha o mesmo. E como a troca é diária e recíproca, dificilmente deixam de se apaixonar um pelo o outro. 
Outras paixões simplesmente desaparecem com o tempo. Algumas porque não foram regadas, outras porque não foram correspondidas ou apenas porque o destino quis assim. Existem n tipos de paixões. X vezes que você se apaixona e z vezes em que a paixão dá certo. É como uma equação, na qual todos nós, só estamos esperando o resultado final.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Malditas convenções.

   O ser humano tem um dom natural de criar convenções em cima de tudo. Relações, trabalho, convívio do dia-a-dia e por aí vai. Como agir, onde agir, é tudo planejado. Parecemos marionetes de um sistema onde todos agem da mesma forma e NINGUÉM SABE QUEM IMPÔS TAIS "REGRAS". O que ocorre, é que não existem regras. Nós temos que fazer o que dá na telha, o que estamos sentindo e não procurar um livro de auto-ajuda pra saber como agir num primeiro encontro. É claro que isso não se aplica à uma reunião de negócios num restaurante chique. Você é obrigada a saber como se portar. Mas a todo o restante? Cada um tem uma personalidade, e com isso, um jeito de agir. É chato todo mundo agindo igual sempre. 
   
"Você quando gosta, você tem que desprezar, 
fingir que não liga pra pessoa, para que assim ela corra atrás de você. 
Nunca assuma que gosta de alguém. Negue até o fim." 

   Quem formulou essa coisa sem nexo? Por isso alguns casais não dão certo, meninas se apaixonam por ilusões e fantasias criadas na própria cabeça e outras pessoas que se gostam, não ficam juntas porque uma despreza a outra. Se quando uma pessoa gosta da outra, é recíproco, pra que desprezar? Não tem lógica. E não vem me dizer que é charme, porque as pessoas estão tendo uma visão muito estratificada do que seria charme realmente. Cada um pensa de uma forma, e consequentemente, age de uma forma. Não podemos ser alienados e fazer o que todo mundo faz. Senão, qual vai ser a graça afinal?
    Os veículos midiáticos também exercem certa influência sobre as atitudes do ser humano através de novelas, comerciais e notícias. Há um padrão de beleza, de gosto musical, de filmes. É como eu disse num dos textos anteriores: É a maldita moda. Ela auxilia as pessoas a agirem da mesma forma e propaga cada vez mais a alienação pelo mundo afora. 


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Aquário, por Christian Pior.

Acredito eu, que esta seja a melhor definição do meu signo, e a mais engraçada também. Rs!

"Aquário... o aguadeiro...Detesto este signo. Detesto mesmo. E por que?
Porque os diabos dos aquarianos, conseguem perceber as coisas antes que todo mundo e assim,  não dramatizam, coisa que eu , sagitário adoro fazer. E como conseguem resolver problemas com um piscar de olhos. Acho até, que as aquarianas não tem tpm. (pior que eu não tenho mesmo. rs!)
O chato do aquariano tem dom de ser futurista e como tal, ele antecede fatos, situações e depois que você se estrepa ele solta: 'Não te avisei'? Chato. Chato. Chato.
O aquariano sempre é o mais diferente ou o mais tranqüilo...

Ele se antecede nas tendências, então tudo que ele disser que é bom ou vai pegar, acredite...vai pegar.
São completamente apaixonados por eletrônicos, jogos, computadores , tudo que é futurista e único.
Um aquariano perfeito, seria o maluco beleza Raul Seixas, que falou sobre a metamorfose ambulante.
Ah, aquário tem humor, tem uma loucura interna e um desprendimento das convenções que não é tipo, que não é calculado. Eles são naturalmente assim.

Tem uma intelectualidade vibrante, são curiosos, cientistas, adoram analisar as coisas, os fatos, teorizar sobre algo ou mostrar um lado da questão que ainda não foi explorado.

Pessoas de look original, idéias anarquistas , pessoas que mudam o curso da história são de aquário.

Também ligados nas questões humanitárias...
Adoram coisas como 'buraco de ozônio', ou o 'futuro do homem na era virtual', ou a 'pílula e sua função neste milênio na vida da mulher.' ONU e NASA soam como sinfonia dos Deuses no coração aquariano.

No amor, são divertidos, desencanados, joviais, e não esquentam muito a cabeça com nada.
Nada de supérfluo, lógico. Na verdade são dedicados ,mas nem ouse tentar prende-los. 
Eles te chutam como se chuta uma bola.

As mulheres de aquário, na maioria das vezes, moram sozinhas, tem filhos sozinhas, tem seu próprio negócio, e não são nada caretas.

Mas não se esqueçam... São cientistas. Te analisam e te observam o tempo todo, sem você perceber.
E se você é conservador ,familiar e muito moralista, esqueça este signo.
Ele veio ao mundo para agitar..."