quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Malditas convenções.

   O ser humano tem um dom natural de criar convenções em cima de tudo. Relações, trabalho, convívio do dia-a-dia e por aí vai. Como agir, onde agir, é tudo planejado. Parecemos marionetes de um sistema onde todos agem da mesma forma e NINGUÉM SABE QUEM IMPÔS TAIS "REGRAS". O que ocorre, é que não existem regras. Nós temos que fazer o que dá na telha, o que estamos sentindo e não procurar um livro de auto-ajuda pra saber como agir num primeiro encontro. É claro que isso não se aplica à uma reunião de negócios num restaurante chique. Você é obrigada a saber como se portar. Mas a todo o restante? Cada um tem uma personalidade, e com isso, um jeito de agir. É chato todo mundo agindo igual sempre. 
   
"Você quando gosta, você tem que desprezar, 
fingir que não liga pra pessoa, para que assim ela corra atrás de você. 
Nunca assuma que gosta de alguém. Negue até o fim." 

   Quem formulou essa coisa sem nexo? Por isso alguns casais não dão certo, meninas se apaixonam por ilusões e fantasias criadas na própria cabeça e outras pessoas que se gostam, não ficam juntas porque uma despreza a outra. Se quando uma pessoa gosta da outra, é recíproco, pra que desprezar? Não tem lógica. E não vem me dizer que é charme, porque as pessoas estão tendo uma visão muito estratificada do que seria charme realmente. Cada um pensa de uma forma, e consequentemente, age de uma forma. Não podemos ser alienados e fazer o que todo mundo faz. Senão, qual vai ser a graça afinal?
    Os veículos midiáticos também exercem certa influência sobre as atitudes do ser humano através de novelas, comerciais e notícias. Há um padrão de beleza, de gosto musical, de filmes. É como eu disse num dos textos anteriores: É a maldita moda. Ela auxilia as pessoas a agirem da mesma forma e propaga cada vez mais a alienação pelo mundo afora. 


2 comentários:

cibermarcinho disse...

Izumi, vamos chegando ao fim do semestre... Ótimo não é? Pois então, mais uma padronização... agora do sistema educacional. Como fazer e ser diferente em um mundo onde tudo é concebido no paradigma da padronização? Você deve saber, critico esse modus operandi relacionado à Educação, mas a discussão - como você mostra - é ampla. Um caminho é o lema de origem punk: “faça você mesmo”.

Gosto do seu jeito inteligente de escrever, da sua adaptação ao meio digital, de seu bom humor e da irreverência dos seus posts aqui e no Twitter. Tá vendo? Rompeu com o padrão! Está fazendo por si mesma!

Sigamos! Um abraço!

Marcinho Lima

Alvaro Bigode disse...

Ainda tem tempo para se tornar jornalista ou então depois de formada fazer uma especialização em jornalismo.

Parabéns pelo seu texto.