Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens

sábado, 12 de junho de 2010

Excepcionalmente hoje

Esse é o primeiro dia dos namorados que eu não passo solteira e confesso, a única coisa que mudou é que agora tenho namorado. Analisando os dois lados - o de solteira e o de comprometida - vi que não mudei a concepção sobre esse famoso dia...Eu continuo achando ele muito engraçado.
Nunca me afetou o fato de ser solteira no dia dos namorados. Era como outro dia qualquer, pois eu não tinha namorado. Igual ao dia das mães, dia dos pais...vou dizer que a "noite é dos filhos"? Eu não sou mãe, não sou pai. Deixa eles terem o dia deles, eles merecem. E eu? To bem satisfeita só com o meu aniversário. Que aliás, mal posso chamar de meu.  
Pra quem é solteiro. Hoje é um dia como outro...normal. Por cair num sábado, os promoters podem ganhar uma grana organizando festas com títulos que lembrem que dia dos namorados também é dia dos solteiros e blá blá blá...Você decide se vai ou se fica. É normal, como um sábado qualquer! 
Pra quem é dramático, o dia é perfeito! Excelente cenário...todas muito indignadas por não terem namorado, sorvete entupindo o freezer, filmes românticos e lenços...muitos lenços. Elas ATÓÓÓRAM se sentir reprimidas e inseguras.
Pra quem namora? É o dia em que você mais planeja. Roupa, presente, tempo, arrumação, perfume, bombom, jantar, cinema, motel, táxi, gasolina, cervejinha e isso e aquilo. Em 24 horas, você gasta mais do que você já gastou em todo o seu tempo de namoro. U-a-u.
E fim, acabou, excepcionalmente hoje ou você enlouquece ou apenas não faz a mínima questão ou aproveita todo o dinheiro gasto nesse dia ao lado da pessoa amada.

E ah
feliz dia dos namorados, amor.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O vidro fumê

Acho que o pior sentimento de todos é a saudade. Saudade de algo que passou, de algo que perdeu, de alguém que ficou ou de alguém que se foi.
Não importa o tempo que passe, nós sempre sentiremos saudade.
Ela vem sem pedir licença, vai entrando e provoca alegria, dor, felicidade, tristeza...tudo ao mesmo tempo! É uma mistura de sentimentos, que provoca alterações momentâneas no nosso psicológico. Ela consegue te jogar pra cima, tanto quanto te joga pra baixo.

Já é de costume, domingo é sempre o dia do retorno e sábado à noite já dá aquele aperto no coração:
- Vamos dormir todos juntos?
Se eu pudesse, nem dormia, aproveitava cada segundo restante. Abraçava, agarrava e beijava. Só eu sei o quanto sinto falta deles. Não é só coisa de sangue, é amor demais transbordando.
Eu queria uma forma de trazer o Rio pra bem pertinho de Caxambu, quase vizinhos, sabe? Vou ali e já volto. E quando a saudade apertasse outra vez, voltava correndo pro colo de mãe.
Domingo, já detesto domingo de graça, sem nem fazer esforço. Pra mim é um dia fúnebre, porque logo depois já é segunda. É um dia para você sentar no sofá, ligar no canal do boi e ver preço de ração. Tédio maior não há.
A ida pra rodoviária é sempre silenciosa, aquele aperto no coração aumenta e parece que você vai regurgitá-lo em seguida. Os abraços são um convite pro choro, os beijos então, nem se fale...
mas o pior de tudo, é a imagem do vidro fumê, posso chorar a vontade, sei que não vão me ver.
Da janela eu vejo quem estou deixando, e por mais que você saiba que eles estarão sempre ali, o sentimento de perda vem a tona e dá vontade de pular do ônibus na hora e dizer que vai ficar ali pra sempre, mas logo vem os compromissos, o futuro bater na porta e você vê que é hora de seguir em frente, de ser guerreira. Você poderá ir vê-los nas férias, poderá ligar...O ônibus vai saindo de mansinho e no final o que resta é o vidro fumê, você e a saudade.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

O amor não precisa ser piegas.

"Nem todas as mulheres gostam de rosas vermelhas."

No domingo fui fazer a prova da UERJ e na hora da saída uma garota sentou do meu lado e ligou pro namorado. Ok, fiz coisa feia: prestei atenção na conversa dela. Mas foi por tédio e por falta do que fazer, não por fofoca. Falaram de almoço, esperar, e blá blá blá. No final, ela disse: - Me espera amor! Te amo. PARA TUDO! É isso que eu não entendo. Eles estavam falando de almoço, da prova e no final rolou um "eu te amo". Acho que ele está substituindo o "tchau" agora.
Eles se amam tanto que é preciso dizer eu te amo toda hora? Pra mim não cola.
A entonação muda, o sentimento muda, muda até o significado da frase. O "eu te amo" sai já de costume, às vezes você nem percebe que fala, mas fala.
Como odeio tudo o que é costumeiro, fico revoltada com isso. "Eu te amo" é mais do que só uma frase, é um sentimento expressado pelo próximo, é real na maioria das vezes e se não for real, não é amor! E você de tanto falar isso à toa, faz o significado da palavra se depreciar.
A história de que todas as mulheres são românticas, todas se emocionam com filmes, todas gostam de rosas é pura balela. Na maioria não é assim ou pelo menos, não no meu caso.
Já estou cansada de romantismo forçado, repetitivo, piegas...Quero coisas mais espontâneas!
Frases prontas ou "multiplique as gotas do oceano pelas estrelas...", ah, multiplique a minha paciência se possível! Pra mim, quem é romântico REALMENTE, é quem é espontâneo.
Eu não sonho com um príncipe encantado, muito menos com um brutamontes que nunca diga "eu te amo". Eu quero algo além disso, quero alguém "normal". Que compartilhe gostos comuns, goste das mesmas músicas, que ria com a mesma intensidade que eu (ou até que chegue perto um pouco. Rs!), que goste da natureza, que goste das estrelas. Ok, e que também tenha lá os seus gostos diferentes dos meus, porque o legal nisso tudo de uma forma ou de outra, são as diferenças.
Alguém que no final do dia, quando você chega cansado, exausto, saiba expressar através de um abraço o "eu te amo" que você tanto quer ouvir.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Agora o negócio é pedir login e senha.



"The point's that there ain't no romance around there"
(Arctic Monkeys - A Certain Romance)

Como já dizem os caras do AM, não há mais romance por aí...
Em mil novecentos e lá vai bolinha...O que rolava era só a troca de olhares e para tocar pelo menos na mão da pessoa, a probabilidade era de uma em um milhão, o que tornava tudo mais romântico, misterioso e sedutor. Era como se estivesse escrito "decifra-me" na testa de cada pessoa. Eles se apaixonavam mais, casavam mais, viviam mais tempo juntos e por fim: REALMENTE AMAVAM.
Agora virou tudo um completo caos, com a globalização, você não precisa decifrar ninguém, é só você pedir o Orkut, e pronto, tem todas as informações necessárias e se bobear consegue o telefone em dois scraps.
O "amor" agora é uma coisa muito mais fácil. Você adiciona a pessoa e só tem 40% de chances de ser rejeitado de primeira:

- Ele(a) não foi com a tua cara. (Ou seja, você é feio(a).)
- Seu nome tem corações, estrelas, símbolos que você ao menos sabe o que significa. (Você é podre.)
- Seu nome é "muleke piranha" ou "popozuda". (SE MATA!!)
- Se você escrever tudo "sertu". (Ae, prof. Pasquale!)

Enfim, você pode ser até legal, mas senso...literalmente você não tem.
Se a pessoa te aceitar, ótimo, comece a usar aqueles xavecos pré-formulados e pronto! Você provavelmente achou um(a) namorado(a) ou um(a) "peguete". Ou seja, pedir a "a chave do seu coração" agora, é pedir "me dá seu orkut?"
Mas é claro, ainda há o charme, o dengo do: "NO ADD, NO SCRAP"
Isso é mesmo...lindo! Primeiro porque a pessoa quer que você implore pra ela te aceitar ou simplesmente pra que encha a página dela de recados. (Pra depois ela se gabar: "SOU POP GENTEM!11!RSRSRSRS") Porém, a gente sabe que se a Madonna fizer Orkut e adicionar ela sem mandar scrap...Ah sim, aí a pessoa aceita. O Orkut é algo realmente engraçado, eu faço parte dessa rede e o que eu vejo lá, dava pra escrever um livro. E o amor, é algo em escassez absurda, você conhece alguém e daqui a dois dias diz te amo para pessoa.

É, bem bizarro...
Mas é isso pessoal!
Baisers :*