sexta-feira, 3 de abril de 2009

Nostalgia

Engraçado como a vida nos remete uma história passada, por um simples momento que seja...
Ontem estava eu, me arrumando para o pré-vestibular, quando começou a passar "Ó coitado!" no Sbt. Ok, hoje eu não acho mais tanta graça desse programa, mas Deus, quando eu era pequena eu chorava de rir e me lembro muito bem da minha mãe falando na sala: "Gente, a Luisa morre de rir com esse programa." E a minha risada era tão gostosa, que contagiava todo mundo que estivesse na sala. É, bons tempos...
E nisso que me lembrei, foram se formando várias imagens e fatos que eu nunca, nunca mesmo vou esquecer:
Dos tempos em que todos os primos se reuniam na casa da vovó num almoço em família e acabavam a tarde vendo um filme da Disney no quarto da Tia Cássia, ou fazendo um vídeo engraçado dançando, cantando...
Dos tempos em que todo mundo se reunia lá em casa pra brincar de Playmobil misturado com Barbie e com Comandos em Ação, cara, nós conseguiamos reunir meninos e meninas brincando de casinha..haha. Nós fazíamos uma cidade enooorme pra brincar, passávamos o dia todo construindo, tomava os quatro cantos da casa, só que com uma condição: "Que arrumem tudo quando terminar." Mas o próprio fato de construir a cidade que a gente fosse brincar, já era a brincadeira em si, acabávamos de construir e já não queríamos mais nada de tão satisfeitos que ficávamos!

Quando passávamos a tarde na piscina de plástico (que era uma diversão), quanta imaginação...
Era desde tubarão, sereias, afogamento, fim do mundo...hahaha
E quando acabava o dia, íamos brincar de Power Rangers com os tacos de golfe de plástico do meu irmão. Eu sempre era a ranger rosa...hahaha
A gente dançava Sandy & Júnior, Mamonas Assassinas no terraço, brincava de pique-esconde, polícia e ladrão, pique-cola, mamãe da rua, brincava na rede, assistia chaves, brincava de namorar os artistas imaginários (até o dia em que o Thiago Lacerda respondeu minha carta, tudo bem que foi aquela Xérox autografada que todos os artistas mandam e também que ele errou meu nome "Luiza Tzume", mas me senti tão importante...hahahaha)
Eu jogava gol a gol com meu irmão na varanda ouvindo Fat Family...hahaha! Eu era muuito podre, mas cara, hoje eu relembro e sinto tanta saudade!
Eu brincava de "coelhinho sem braço" na escadaria de Piranguinho, apostando corrida com meu irmão, até o dia em que eu caí e ralei o pé todo...hahahahaha
Todo dia, eu e meu irmão íamos na padaria comprar pão pra minha mãe e comprávamos cada dia um sorvete diferente...Chambinho, Pirocóptero...
Eu brincava de comidinha com a Laura, a gente usava de tudo um pouco, barro, terra, grama...tudo que fizesse sujeira! E fazia altos bolos, salgados...hahaha.
Eu fazia experiências de Xampu com meu irmão, caramba! A nossa "fórmula científica" era:
- Grama
- Terra
- Xampu
- Água.
hahahahahaha...
E hoje a gente lê nossas agendas com todas as experiências escritas e chora de tanto rir...
Nós íamos para a escola pela trilha da mata, era uma aventura a cada dia, até que a gente achou uma cobra, minha lancheira do Mickey caiu no chão e abriu, fiquei desesperada e nunca mais fomos por aquele caminho...hahaha
A gente jogava Alex Kid, Bonanza Brothers, Double Dragon, Mickey Mouse no Master System...E era o MÁÁXIMO! hahahahaha
O sábado era composto de: Batata-frita, comida de carinha, videogame, dormidão com todos os primos! Nossa, como era BOM!
Me lembro de quando a gente jogava Imagem e Ação, Cara-a-cara, jogo da Xuxa, Jogo do Gugu...Era a família toda...Ríamos, ríamos e ríamos.
E sim, eu sinto muita falta disso tudo...
Todo mundo cresceu, mas no fundo, ainda guardam essas recordações todas...
Eu sei que ninguém vai ler isso, mas, quero deixar registrado pra mais tarde, quando a globalização fizer o favor de apagar todas as nostalgias existentes na face da terra, eu hei de lembrar, e hei de chorar de novo...e de novo.
É isso galera, beijo beijo!




quinta-feira, 19 de março de 2009

Agora o negócio é pedir login e senha.



"The point's that there ain't no romance around there"
(Arctic Monkeys - A Certain Romance)

Como já dizem os caras do AM, não há mais romance por aí...
Em mil novecentos e lá vai bolinha...O que rolava era só a troca de olhares e para tocar pelo menos na mão da pessoa, a probabilidade era de uma em um milhão, o que tornava tudo mais romântico, misterioso e sedutor. Era como se estivesse escrito "decifra-me" na testa de cada pessoa. Eles se apaixonavam mais, casavam mais, viviam mais tempo juntos e por fim: REALMENTE AMAVAM.
Agora virou tudo um completo caos, com a globalização, você não precisa decifrar ninguém, é só você pedir o Orkut, e pronto, tem todas as informações necessárias e se bobear consegue o telefone em dois scraps.
O "amor" agora é uma coisa muito mais fácil. Você adiciona a pessoa e só tem 40% de chances de ser rejeitado de primeira:

- Ele(a) não foi com a tua cara. (Ou seja, você é feio(a).)
- Seu nome tem corações, estrelas, símbolos que você ao menos sabe o que significa. (Você é podre.)
- Seu nome é "muleke piranha" ou "popozuda". (SE MATA!!)
- Se você escrever tudo "sertu". (Ae, prof. Pasquale!)

Enfim, você pode ser até legal, mas senso...literalmente você não tem.
Se a pessoa te aceitar, ótimo, comece a usar aqueles xavecos pré-formulados e pronto! Você provavelmente achou um(a) namorado(a) ou um(a) "peguete". Ou seja, pedir a "a chave do seu coração" agora, é pedir "me dá seu orkut?"
Mas é claro, ainda há o charme, o dengo do: "NO ADD, NO SCRAP"
Isso é mesmo...lindo! Primeiro porque a pessoa quer que você implore pra ela te aceitar ou simplesmente pra que encha a página dela de recados. (Pra depois ela se gabar: "SOU POP GENTEM!11!RSRSRSRS") Porém, a gente sabe que se a Madonna fizer Orkut e adicionar ela sem mandar scrap...Ah sim, aí a pessoa aceita. O Orkut é algo realmente engraçado, eu faço parte dessa rede e o que eu vejo lá, dava pra escrever um livro. E o amor, é algo em escassez absurda, você conhece alguém e daqui a dois dias diz te amo para pessoa.

É, bem bizarro...
Mas é isso pessoal!
Baisers :*